quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Visita ao Instituto Butantã

Aqui vai uma dica de passeio científico de férias para quem está em São Paulo. Instituto Butantan sempre foi famoso pelas suas pesquisas no desenvolvimento de vacinas antiofídicas. Mas eles também possuem uma estrutura muito boa para visitação e aprendizado.

Hoje fui conhecer o Instituto, só a parte de visitação do público geral. São 3 Museus e um Serpentário que estão dispostos dentro de uma área muito agradável para passear com a família. Primeiro o Museu Biológico conta com diversas espécies de serpentes, rãs, sapos etc... Todos os animais em espaços criados para copiar seu habitat natural. Era visível que estes animais estavam muito bem tratados.

Depois fui visitar o Museu Histórico que conta a história do próprio Instituto, expondo máquinas antigas e dando uma ideia de como os cientistas da época faziam milagres mesmo!!!

E por fim fui no Museu de Microbiologia, foi o que as crianças mais gostaram porque tem uma parte bastante interativa, e existem vários microscópios disponíveis para visualização. Quando eles viram o quanto de animais microscópios tem uma gota de água ficaram impressionados!

Antes de ir embora passamos no Serpentário, mas com o calor que tava as cobras estavam todas escondidas embaixo das pedras. Mas vimos tantas obras no Museu Biológico que nem ligamos muito.

Uma coisa que chama muito a atenção é como na Natureza os animais conseguem se camuflar facilmente. Eles até possuem algumas cobras albinas lá que não seguem essa regra, mas estão explicando que elas foram criadas em cativeiro através de cruzamento de espécies específicas, o que é uma atividade ilegal no Brasil.

Segue o link do Instituto Butantan. Eles possuem uma programação de férias bem interessante e no site tem maiores detalhes. 


Encontre a Jibóia (Fácil)





Encontre a Cobra-Cipó (Médio)





Encontre a Jararaca-da-Seca (Difícil)





Encontre o Bicho-Pau (Impossível)





E agora um pequeno Quizz. Quem sabe dizer que equipamento comum de laboratório é esse? Esse da foto era utilizado pelos pesquisadores do Instituto Butantan em 1940!



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ataques ao Charlie Hebdo: Como assim "Mas"?

Semana passada 12 pessoas morreram dentro da redação do jornal francês Charlie Hebdo por um ataque terrorista. Ao sair os assassinos gritaram que "O profeta foi vingado". Essa notícia tomou conta dos noticiários do mundo todo e não achava que tinha mais nada a comentar a respeito.

Até que comecei a ver os comentários de vários pessoas, amigos inclusive, que em resumo queriam dizer o seguinte: "Eu sou contra atos de terrorismo, mas o Charlie Hebdo não deveria ter feito charges tão agressivas."

No início achei que esse tipo de pensamento estava na flor da emoção e logo a razão tomaria a frente e as pessoas cairiam em si do quão perigoso esse pensamento. Mas não, hoje faz uma semana dos ataques e ainda vejo gente lamentando porque o jornal agiu com tanta irresponsabilidade!

Então....

Para começar... Eu ou totalmente contra ataques terrorista, assassinatos em geral. Sem "mas"... Essa frase, assim como o pensamento, para mim é isolada de qualquer condição. Não tem nenhum "mas", não deve ter nenhum "mas". 

Se você admite ou leva em consideração algum "mas" então você deve levar em considerações diversos outros "mas" em diversas outras situações. Por exemplo: "Sou totalmente contra a briga de torcidas MAS é difícil aguentar provocação quando o seu time está sendo rebaixado depois de uma goleada do principal rival." Outro exemplo: "Sou totalmente contra o estupro MAS a ela tinha que usar roupas tão provocantes?".

Se você é contra alguma coisa mas permite um "mas", no fundo você não é totalmente contra. 

Para mim isso é errado e o risco desse pensamento precisa ser alertado. O risco de acabar transferindo a culpa do crime para a vítima e transformar os assassinos em vítimas da sociedade.

Os jornalista morreram porque faziam caricaturas. E eles devem poder fazer as caricaturas que quiserem, assim como eu posso e você pode também. Religiosos podem dizer que ateus vão para o inferno e passar a eternidade em castigo. Isso é bem ofensivo para ateus, não é? Mas eles podem dizer oque quiserem. Isso é a base de um Estado livre e democrático. 

Se nós perdermos esse direito, ou deixar que nos tirem isso, já é um primeiro passo para uma sociedade totalitária, onde alguns vão dizer o que é certo ou errado para nós lermos, assistirmos ou aprendermos.

Não devemos tolerar nem aceitar ideologias totalitárias que pensam que podem dizer o que é certo ou errado baseado na cultura deles. Se para eles é correto matar porque ficaram ofendidos com desenhos, ou qualquer outra forma de expressão, então essa ideologia não é para mim e acho isso muito, mas muito errado. Sem nenhum MAS.....