sábado, 21 de setembro de 2013

Onde estão os aparelhos que gravam programas de TV?

Não sei porque algums tecnologias sumiram do mercado mesmo sendo muito legais e úteis. Os aparelhos que gravavam programas de TV é um deles. Nos anos oitenta, quando os videocassetes se toranram populares, todos tinham um para assitir vídeos em casa. Não demorou muito surgiram os aparelhos que além de serem players, também gravavam os programas da TV. E para quem não viveu essa época, posso garantir que mesmo tendo somente 5 ou 7 canais abertos disponíveis ainda dava para gravar muita coisa. Esses aparelhos eram muito populares naquela época.


Depois vieram os DVDs, e a tecnologia era muito superior para rodar os filmes. Mas como os DVD players não gravavam, todos que tinham os videocassetes ainda ficaram com eles somente para gravar os programas da TV. Depois de um tempo surgiram os aparelhos que gravavam em DVD, mas ainda não era tão eficientes quanto o videocassete. Primeiro porque o DVD não permitia regravação igual a fita, depois porque eles eram caros. 

Tempo depois apareceu um aparelho que gravava DVD-RAM, mas foi muito próximo do surgimento do Blue-Ray e da popularização da internet, quando todo mundo achava queera possível conseguir qualquer video através de downloads (e dá mesmo). Nesse contexto, os aparelhos que gravavam em DVD-RAM não "pegaram" e sairam logo do mercado.


Atualmente eu acho que isso está em falta. Um simples aparelho que gravasse programas da TV. Ninguem consegue utilizar videocassete mais, porque não existe ou porque a imagem é incrivelmente ruim, não cabe mais na nossa época. Aparelhos de DVD não pegaram e não existe gravação doméstica em Blue-Ray ainda. Serviços de TV a cabo oferecem aparelhos que gravam os programas digitalmente, mas somente para os planos mais caros, também não dá para dizer que estão popularizados, e ainda tem um probleminha....

Esse aparelhos que são oferecidos pela TV a cabo gravam por programa, ou seja, se você estiver assitindo um filme e pedir para gravar, o aparelho irá gravar até o final do filme. Só que isso só funciona para canais com programação bem definida, e nunca, nunca mesmo, para a TV aberta brasileira, onde a programação agendada é somente uma "referência" e horários nunca são respeitados. Funciona muito menos ainda para gravar um show ao vivo que esteja passando na TV, porque a programação da TV tem, no máximo, uma previsão da hora que o show vai acabar, e nunca bate. 

Para não perder o final do show, o que se faz? Pede-se para gravar o próximo programa também, obviamente. Mas aí você fica com dois arquivos no HD, um com o nome do show e outro com o nome do próximo programa, que só você sabe que é o show. Como aconteceu ontem comigo quando não aguentei assitir o show do Bon Jovi no Rock in Rio até o final e pedi para gravar, o programa atual e o próximo... que no Multishow... as 02:00 da manhã... era para ser o "Swingers Party".

Dito e feito, o show atrasou e ainda bem que eu pedi para gravar o "Swingers Party" também. Só que se eu quiser deixar o show gravado vou ter que ficar explicando o que é isso para todo mundo que ver minha lista de gravações.



Ou seja, depois do videocassete dos anos oitenta, nunca mais teve outro aparelho que cobrisse essa necessidade a altura e fosse popular. E sempre que tiver um show ao vivo na TV vai ter um monte de gente com sono no dia seguinte!!!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tem muita "Química" nos alimentos atualmente?

Ilustração: Informativo CRQ-IV

Na verdade sempre teve muita química nos alimentos. (reforço no ponto final)

Todos os compostos orgânicos que compõem os alimentos são químicos, portanto o que nunca faltou é química nos alimentos!

Mas todos nós sabemos que a palavra "química" está carregada pejorativamente com um entendimento de algo ruim ao organismo, e que é adicionado aos alimentos de forma irresponsável. Mas na verdade não é assim que acontece.

Primeiro é importante deixar claro que a nossa sociedade moderna não seria viável se não fosse o desenvolvimento da química para conservação de alimentos. Com certeza se adiciona compostos químicos para aumentar a validade e dar mais resistência aos alimentos, mas para isso existem normas internacionais de segurança que regulam a quantidade e a qualidade do que pode ou não ser adicionado.

Mas para explicar melhor eu recomendo um excelente artigo publicado neste mês na revista periódica do Conselho Regional de Química IV Região - Informativo CRQIV. Nesta revista o Mestre em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos Paulo Garcia de Almeida fez um texto bem conciso e com muito conteúdo explicando muito bem como todo esse processo funciona, tanto na parte prática quanto na regulamental. Acesse a versão eletrônica do artigo clicando aqui.

No artigo fica claro que toda a química utilizada nos alimentos tem uma base científica forte, não é irresponsável, mas sim indispensável.

Leitura obrigatória para desmistificar um pouco a frase: "Tem muita química aí!"