domingo, 19 de maio de 2013

Medicina Ortomolecular não Pode!!! Já a Homeopatia....

PhD, Prof. Linus Carl Pauling
criador do termo "Medicina Ortomolecular"
Já tinha conhecimento de que a medicina ortomolecular não uma ciência reconhecida, mas queria entender mais sobre os argumentos que comprovassem isso. Como eu queria uma fonte oficial, fui procurar no site do CREMESP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, e encontrei a Resolução CRF 2004/2012 que deixa bem claro qual o limite que o médico pode atuar nessa área.

Achei a resolução muito bem escrita e sempre se baseando nos fatos científicos. Por exemplo, deixa claro que não há comprovação científica que garanta um benefício antienvelhecimento, ou anticâncer, utilizando superdosagens de vitaminas. Essa reposição de vitaminas só é permitida quando evidenciada que a falta destas está comprometendo a saúde do paciente. Isso é meio óbvio, mas precisava ser escrito mesmo... É muito comum médicos ortomoleculares receitarem reposição de vitaminas simplesmente para balancear a concentração no organismo, mesmo sem ter nenhuma doença associada. Aliás é assim, que segundo eles, estão prevenindo doenças futuras. 

Inicialmente fiquei satisfeito com o rigor do Conselho Federal de Medicina (CFM). Mas demorou pouco... 

Pensei que se o CFM é tão rigoroso cientificamente com a medicina ortomolecular, deveria ter uma posição parecida para a homeopatia. Afinal a homeopatia se baseia em conceitos muito mais fáceis de identificar como pseudociência do que a ortomolecular. Mas o que ocorre é o contrário. O CFM reconhece a homeopatia como uma especialidade médica desde 1980, ou seja, confere um status científico para a prática.

Não entendo isso. Pelo menos o CFM deveria ser coerente. E até disso eu tenho receio...é possível que o CFM queira ser coerente reconhecendo a medicina ortomolecular, já que depois de 30 anos aprovando a homeopatia seria muito difícil revogar essa decisão. E não pelo risco científico, mas pelo risco de mercado. Quantos médicos são especializados nessa área? Quantos cursos são oferecidos? Quantas pessoas vivem dessa prática atualmente? 

Talvez o maior rigor científico da sociedade tenha preparado essa geração atual a reconhecer, e evitar a propagação de pseudociencias com o aval oficial. Mas mudar decisões já tomadas é bem mais difícil...