Pensamentos


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sexta-feira, 10 de março de 2017

Livro: Ciência Picareta

Link para Amazon.com.br

Este é um livro que deveria ser obrigatório nas escolas. Ele é um tipo de guia avançado contra fraudes que usam a ciência como álibi!!

Já é recorrente nesse blog eu comentar sobre o quanto se deseja a credibilidade que a ciência tem. Nesse sentido não é incomum vermos notícias na mídia que remetem a pesquisas científicas que comprovam um ponto de vista ou uma notícia qualquer. Pra mim o alerta se dá quando a frase começa com "cientistas descobriram que...." Não é raro essa frase ser seguida de alguma conclusão absurda e que de científico não tem nada! A frase só é usada para dar pegar emprestado a credibilidade que a Ciência tem.

Muitas vezes é fácil perceber a manobra e fica fácil desmascarar a notícia como balela sem sentido. Mas e quando são citados artigos científicos publicados em revistas especializadas? Isso certamente da uma credibilidade bem maior, correto?

É nesse ponto que esse livro se torna necessário. Ele demonstra que nem sempre o fato de existir um artigo publicado quer dizer que existe boa ciência nele. Muitas vezes o formato é correto mas o conteúdo é todo errado. Se você ler o artigo vai ver o quanto de erros ele tem. E esse livro é um guia que ensina onde olhar para verificar se os artigos científicos foram bem feitos ou se são somente "picaretagem"!!

E olha que isso existe mesmo! Esse livro foi escrito na Inglaterra e muitos exemplos são de lá. Mas aqui no Brasil todo dia você é bombardeado pela mídia com as mesmas conclusões esdrúxulas baseando-se em trabalhos científicos de nível duvidoso.

Agora esse livro eu considero avançado na forma de análise! Coisas muito fáceis de identificar como pseudociência nem são muito detalhadas no livro, como no caso da homeopatia. O livro até tem um capítulo a respeito mas nem se dá ao trabalho de entrar muito no detalhe, porque realmente não precisa. A homeopatia é recheada de premissas impossíveis de se acreditar que nem precisa muito para se "vacinar" contra. 

O que não é fácil de identificar é onde estão os erros dos nutricionistas ou da indústria farmacêutica que quer produzir remédios patenteados. Nesses casos a linguagem toda é científica e não é acessível ao cidadão médio entender onde estão os buracos das conclusões. Para identificar você tem que ler mesmo os artigos completos, é uma espécie de investigação! E isso não é simples e nem é para todo mundo. 

Esse livro vai a fundo é nesses casos difíceis mesmo. Detalhando quais são os principais erros de randomização das amostras, uso incorreto da estatísticas com correlações que não existem, comparações de remédios com placebos, sendo que o correto seria comparar com outros remédios já existentes. Enfim, entra no detalhe mesmo!!! 

E por isso eu acho que deveria ser obrigatório nas escolas. Se tivessem mais pessoas na população sabendo onde estão os problemas dessas pesquisas científicas que concluem as mais diversas notícias do dia a dia, certamente a população estaria mais armada contra esse monte de bobagens que nos empurram. Ficariam mais seguros contra a picaretagem usando a credibilidade da ciência. 

Enfim, leia primeiro O Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl Sagan. Depois leia esse que é um aprofundamento nível hard no assunto!!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Livro: 50 Ideias sobre Física Quântica



Me surpreendi com esse livro!

Em geral quando se escreve sobre física quântica o assunto vai só até a dualidade onda-partícula, princípio da incerteza e orbitais eletrônicos do átomo. Nesse livro todos esses assuntos padrões já estavam tratados no capítulo 22. Desse ponto até o final o assunto é aprofundado e tópicos que não são comuns de se encontrar em revistas científicas são abordados.

Teoria do campo unificado, Modelo padrão, Teoria dos Muitos Mundos, fermions, leptons, bárions, etc. Obviamente não é possível aprofundar muito num livro como esse mas já dá para ter uma ideias sobre as frentes de pesquisas existentes na física quântica hoje. 

Em todos os capítulos existe uma breve biografia de um cientista que contribuiu para o assunto em questão e o livro também é recheado de citações desses cientistas. 

Outra coisa que dá para perceber nesse livro é como é fácil a física quântica ser utilizada como pseudociência nas mais diversas áreas. Como a Física Quântica não é algo intuitivo como a Física Clássica, fica difícil para uma pessoa que não é da área rebater ideias criativas sobre esse tema. Basta digitar "quântica" no google e você vai ver o quanto as pessoas gostam de usar essa palavra para dar uma ideia de "cientificamente avançado", mesmo que seja a maior balela do universo. 

Mas esse livro acerta em se ater exclusivamente ao que existe de científico nessa área. E só isso já é fantástico o suficiente para nos deixar maravilhados!

____________________

Link para comprar na Amazon

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Livro: A Dupla Hélice

Esse livro conta como foi a descoberta da estrutura do DNA, pelo ponto de vista de James D. Watson, um dos cientistas responsáveis pelo trabalho e ganhador do Prêmio Nobel por isso.

É escrito de uma forma bem informal, o que certamente pode ter deixado algumas pessoas citadas ofendidas. Ele não economiza em rotular alguns dos personagens que fizeram parte da sua vida nesse período. Algo que eu até achei desnecessário. Ele poderia contar a mesma história sem o tom de deboche para com alguns de seus colegas. 

Em contrapartida o livro é bom para desmitificar aquela imagem do cientista do cinema, com laboratórios de alta tecnologia e milionários. O cientista real vive de bolsa de estudos, que frequentemente precisa de revalidação, dorme em quarto emprestado, come mal e fica tentando se aproximar das garotas (sem sucesso). 

Ok, esse cientista "real" também é muito caricato, hoje em dia obviamente não é mais assim. Talvez não para todos, pelo menos. 

Um ponto interessante é a disputa que eles travaram com Linus Pauling na descoberta da estrutura do DNA. Todos os avanços de Pauling eram acompanhados pelos artigos que eram publicados e por carta. Ou seja, existia ciência antes do e-mail!!! Essa disputa com Linus Pauling eu já tinha lido de forma reduzida no Livro A Colher que Desaparece. Fica a dica para quem quiser ver um outro ponto de vista.


Para quem tiver interesse segue o link da Amazon.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Livro: A Colher que Desaparece

Na boa, esse título é muito ruim!!! Mas o livro é bem interessante!! 

É um livro de divulgação científica, que como tantos outros faz uma série de relatos de como a ciência foi se desenvolvendo ao longo dos anos em diversas áreas. O diferencial desse livro é que ele utiliza a tabela periódica dos elementos como base para esses relatos.

Ao passar pelos elementos da tabela, o autor vai descrevendo como foi a descoberta dele e os benefícios que essas descoberta trouxe para a sociedade. A tabela periódica dos elementos é a base de tudo no universo e por isso a busca dos cientistas dos elementos acabou impactando em todas as áreas da ciência, não só na química. 

E como não deveria ser diferentes, o livro aborda bastante a biografia dos cientistas que ajudaram a completar a tabela periódica. Incluindo casos de mulheres cientistas como Marie Curie, que tiveram que superar o preconceito na época para desenvolver ciência de ponta. Marie Curie, por exemplo, foi a única laureada Nobel em Química e Física da história. 

Outros casos chamam atenção como a perseguição dos cientistas pelos nazista e como eles fizeram para sair da Alemanha nesse período para não deixarem de trabalhar. Mas a Alemanha ainda conseguiu manter alguns nomes de peso trabalhando com eles, o que acabou gerando uma corrida contra os Estados Unidos para desenvolver primeiro a fissão nuclear. O resultado, infelizmente, todos nós já sabemos. Infelizmente não pelo desenvolvimento da técnica, mas do uso que se fez dela!

O que mais chama a tenção nesse livro é que o desenvolvimento cientifico depende muito das personalidades certas envolvidas num ambiente certo. Quando essa condição é atendida o progresso é visível. Por isso que países desenvolvidos tentam o máximo possível manter os melhores cientistas trabalhando em seu território, não importando de onde eles vieram. 

Novamente parafraseando a fissão nuclear... depois de uma certa massa crítica formada o desenvolvimento científico se acelera. 

Segue link da Saraiva para o e-book.
No Submarino tem o livro físico.
Versão para Kindle na Amazon.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Livro: O Sinal e o Ruído

Quantas vezes você precisa tomar uma decisão, ou fazer uma previsão, baseada nos dados existentes, mas você não imagina o quão corretos estão esses dados. O autor chama isso de ruído que compromete o sinal, e te faz tomar decisões incorretas.

Hoje existem várias metodologias estatísticas que são utilizada para previsão de quase tudo na nossa vida. Bolsa de Valores, clima, resultados de jogos, eleições, etc... No entanto sabemos que estas previsões, por mais desenvolvidas que estejam, muitas vezes não conseguem se confirmar. Isso é porque os dados utilizados estão mal levantados ou o método não considerou as suas limitações? 

É sobre isso que o autor escreve nesse livro. Utilizando exemplos de metodologias utilizadas para previsão e decisão e o quanto elas estão acertando, ele discute como podemos utilizar melhor os dados.

Ele não fica dando sugestões de como resolver os problemas que ele aponta. Mas o livro acaba sendo uma importante ferramenta para o pensamento crítico. Se você souber como as previsões são feitas vai entender melhor quando ouvir no noticiário que um determinado candidato tem mais chances de ganhar uma eleição. E vai ficar mais antenado sobre as condições em que estas previsões são tomadas e os possíveis erros do método utilizado. 

Em resumo o que percebi é que o autor nos passa o seguinte recado: Não acredite em nada antes de confirmar você mesmo os cálculos. As vezes até os melhores cientistas podem estar utilizando dados de maneira errada e passando informações incorretas sem querer. Seres humanos erram. Isso é um fato. E não quer dizer que haja má fé. 

O capítulo sobre mudanças climáticas eu recomendo principalmente. Primeiro porque é um assunto mundial, diferente da maior parte do livro onde os exemplos utilizados são bastante vinculados a cultura norte americana. E esse assunto gera polêmica até no café da empresa e esse livro só coloca lenha na fogueira....

Segue o link para o livro e para o e-book.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Livro: Os Botões de Napoleão

Você certamente já ouviu de alguém que um determinado produto não era bom de se comer porque ele tinha "muita química"!!! Certamente estavam se referindo a agrotóxicos e conservantes que são aplicados aos alimentos para que os mesmo consigam chegar até a mesa do consumidor final. 

Mas você já parou para pensar como seria a nossa sociedade se não fosse a tal "química"? Não ia precisar muito tempo para entender que simplesmente não haveria sociedade moderna. Não existiria sem refrigeração, alimentos duráveis, analgésicos, plásticos, e etc. Produtos que são normais para nós hoje em dia, mas que só puderam ser criados com o desenvolvimento da química.

Esse livro conta um pouco dessa história da humanidade, focando em pontos onde a sociedade precisava de uma solução para algum problema, e que foi encontrado com a química. Os autores se basearam em 17 moléculas para contar essa história. Um químico certamente irá achar esse número muito pequeno, mas para um livro de divulgação científica eu acho que conseguiram o objetivo.

Apesar de usar bastante linguagem química, incluindo descrições de reações, o livro não é difícil de ler. Muitas pessoas tem aversão quando houve o palavra "química". Talvez por isso que essa palavra não aparece no título!!! Mas para não deixar o livro com muita resistência inicial, o autor começa com uma espécie de tutorial para que pessoas que não são da área possam entender sem muitas dificuldades. 

O texto não é difícil, mas também não é tecnicamente fraco. O autor se aprofunda no contexto histórico, acompanhando depois das propriedades das moléculas e algumas vezes das reações químicas necessárias para sua formação. Ou seja, apesar de não ser necessário ser da área, os químicos vão apreciar bem mais porque os assuntos são tratados com uma complexidade que lhes é habitual. 

Se interessar, segue link da Saraiva e do Submarino

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Livro: O Poder do Pensamento Matemático

A matemática está em toda parte. Talvez você não perceba mas ela está lá. E como seria se você pudesse identificar o quanto da sua vida depende dela?

É mais ou menos esse o sentimento que tive ao ler esse livro. O autor, Jordan Ellenberg, começa abrindo seus horizontes da presença da matemática na sociedade, depois se aprofunda em alguns pontos gerais.

Dois pontos que me chamaram mais a atenção foram os capítulos sobre Linearidade e sobre Inferência. 

Quanto a Linearidade ele discute o quanto é natural para nós pensarmos em uma reta ao resolver uma situação entre 2 pontos. Mas na verdade, na grande maioria das vezes, a solução do problema não é uma reta mas uma curva. Assim a melhor solução não é de um lado ou do outro, mas um ponto entre estes dois extremos.

Sobre a Inferência ele comenta sobre a importância de se fazer um teste de significância antes de tirar conclusões científicas. Esse teste consegue dizer se o efeito encontrado é realmente relevante e não causado por um evento aleatório. Mas isso não é tão simples, várias condições  devem ser levadas em conta. Adorei esse capítulo e acho  que ele deveria ser obrigatório no ensino de ciência para todos. A falta de critério ao divulgar resultado é o que faz os cientistas se contradizerem tanto quanto aos benefícios ou malefícios dos alimentos.

Também discute bastante o quanto é difícil para um governante público utilizar dados estatíticos de ocorrências de doenças na população para tomar alguma decisão de proibir um determinado produto. Quase sempre ele não terá todos os dados e terá que tomar uma decisão mesmo assim.

Em várias partes ele entra um pouco mais do detalhe algébrico ou estatísticos das situações. Para quem gosta disso, como eu, vai poder entender o detalhe de como as conclusões matemáticas foram obtidas.

No final eu concordo muito quando ele diz que mais gente que não é matemático deveria estudar matemática. Um pensamento matemático desenvolvido é util em todas as profissões, e na minha opinião, muito mais útil também para o desenvolvimento da sociedade. 


Link da Saraiva - Livro / E-book

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Livro de Adolf Hitler proibido no Rio de Janeiro

Fonte: G1
Esta semana o Tribunal de Justiça do Rio de janeiro proibiu a venda do livro Mein Kampf de Adolf Hitler. Este foi o livro escrito pelo líder nazista em 1924 e foi a base para o nazismo que dominou a Alemanha anos depois. 

Acho impressionante como nós humanos atribuímos poderes a alguns livros escolhidos! Praticamente todas as sociedades possuem livros sagrados, com os quais "não se devem brincar", e outros livros proibidos cuja a presença na estante pode gerar mal estar nas pessoas.

No caso desse livro específico, o próprio governo da Baviera que detinha os direitos autorais nunca permitiu sua publicação desde a morte de Adolf Hitler em 1945. Eles também tinham essa restrição por algum motivo!!! Essa discussão só está voltando a tona porque os direitos se tornaram públicos e com isso qualquer um pode publicar a obra sem precisar mais de autorização.

Realmente é um livro importante que passa conceitos ultrapassados, mas é certo proibir a sua venda e publicação? 

Aliás, é certo proibir a venda de qualquer tipo de livro?

A única resposta possível para essa pergunta é NÃO!!!

Ao considerar a possibilidade de proibir alguns livros, obrigatoriamente vem junto a necessidade de definir alguém para decidir quais livros serão autorizados. E naturalmente essa pessoa, ou grupo, teria um poder demasiado em cima de outros, cujas ideias não poderiam ser divulgadas!! 

Isso é censura pura e simples, e é um golpe importante na democracia!! Se você pode proibir um único livro, porque não pode proibir dois? Três? .....

A única resposta possível em uma democracia é NÃO proibir nenhum! E se o autor estiver infringindo alguma lei, divulgando ideias racistas por exemplo, ele pode e deve ser julgado e punido pela justiça. O autor é responsável pelo que assina sempre.

Mas e nesse caso onde o autor já é morto? Só restou a sua obra onde ele compila suas idéias! Não deveria ter tanto peso além do significado histórico! 

Não deveria também ser da competência de ninguém decidir se o livro vai ou não gerar mais racismo do que já existe. como se fosse possível determinar os desdobramentos complexos de toda uma sociedade com uma decisão simples.

Num passado não muito distante existiu uma sociedade que não deixava seus cidadão lerem livros que contrariavam as ideias dominantes na época. Sabe qual foi? Os Alemães Nazistas!!!

A diferença é que eles queimavam!

Fonte: DW.com


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Livro: De Primatas a Astronautas

Leonard Mlodinow novamente encanta com esse livro sobre a história da ciência. Você já deve ter visto e lido vários livros sobre esse assunto. Eu pelo menos já li bastante. Sempre tem um livro intitulado "A história da ciência" na livraria. Porque esse é diferente?

Primeiro porque Leonard Mlodinow já dá um peso maior para o título. Ele tem uma forma muito boa de divulgar ciência e consegue fazer uma boa relação entre o que foi "descoberto" e o que foi "inventado" pelos cientistas.

Depois a forma que ele escolheu para contar essa história, separando em 3 partes: O início das ciências com os pensadores gregos; o desenvolvimento acelerado de diversas áreas entre os séculos XVII e XIX, e a atomística no Século XX. Esse livro pode ser o Básico I sobre história da ciência para quem estiver interessado no assunto.

Obviamente não é possível para nenhum livro percorrer todas as áreas da ciência. Mas o que percebi neste é que o autor tenta mostrar que o desenvolvimento da ciência não é uma ato isolado de algumas pessoas. Necessita de um ambiente favorável, troca de conhecimento entre as pessoas, uma boa dose de determinação e trabalho árduo e ainda, em alguns casos, um pouco de sorte. Por isso se ateve mais a exemplos mais famosos que representavam bem estes aspectos, e o leitor já terá uma ideia de como esse desenvolvimento acontece.

Estava faltando uma pessoa que divulgasse ciência com essa qualidade no mercado editorial. Tomara que ele continue sendo constante nas suas publicações.


Link da Saraiva: Livro - eBook

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Livro: O Capelão do Diabo - Richard Dawkins

Qualquer um que se interesse por ciência tem em Richard Dawkins um dos autores de leitura obrigatória. Esse livro não é diferente.

Apesar do título meio supersticioso, que sem querer pode afastar um eventual comprador de ocasião, ele é uma boa ferramenta de divulgação científica. E ainda considero os 3 primeiros capítulos de uma clareza primorosa. 
Principalmente no detalhamento da Teoria da Evolução. 

Vale muito a leitura do texto produzido logo após o ataque as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2011, no final do 3º Capítulo chamado "A Mente Infectada".

Também são questionados a quantidade de termos científicos mal empregados por supersticiosos e por defensores das pseudociências. O mesmo que Carl Sagan já dizia, mas com uma linguagem mais ácido própria de Richard Dawkins.

Depois uma série de resenhas de livros e homenagens a outros autores e cientistas deixa o livro menos interessante se você não conhece os homenageados. Mas vale como conhecimento geral das pessoas que influenciaram o autor. 

Se se interessarem seguem alguns links que encontrei:
Saraiva: e-book
Livraria da Travessa: e-book
Livraria Cultura: e-book

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Livro: Pense como um Freak

Este não é um livro que se propõe como uma divulgação cientifica. No entanto ele apresenta alguns questionamentos que fazem parte de uma forma de pensar que eu considero bastante importante. É a forma de pensamento cético que na minha opinião deveria ser necessária como padrão na nossa sociedade.

As opiniões e conclusões dos autores não podem ser consideradas como verdades absolutas, isso iria de encontro ao que eles mesmo estão propondo. Mas a maior contribuição dese livro é deixar claro que existem outras perguntas a serem feitas sobre um mesmo problema que podem levar a respostas diferentes.

Para isso o leitor é desafiado a pensar de uma maneira cética sobre vários assuntos que já são convencionalmente aceitos como verdades absolutas na sociedade. Os autores apresentam vários casos onde uma análise simples de dados não dão sustentação a essas "verdades". Por exemplo: Os vinhos mais caros são sempre melhores? ou A propaganda em massa na TV ajuda a vender produtos de uma determinada marca?

Outro ponto que marca esse livro é como o pensamento econômico pode ajudar a solucionar problemas. Ao mesmo tempo que ignorar esse tipo de pensamento pode levar a decisões muito erradas. Outro exemplo: Se quiser acabar com infestação de cobras em uma cidade vale a pena instituir uma recompensa para cada cobra morta?

Essas são algumas perguntas para ir pensando, mas existem muitas outras. Lendo o livro você vai entender como utilizar os fatos para encontrar as respostas corretas. E vai poder guardar esse conhecimento para poder aplicá-lo em qualquer outra área. 

Vale a recomendação. 
Autores: Steven Levitt e Stephen Dubner


Seguem alguns links se tiverem interessados:
Livraria Saraiva: Livro - eBook
Submarino: Livro 
Livraria Cultura: Livro - eBook

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Livro: As Aventuras Científicas de Sherlock Holmes

De tempos em tempos eu encontro um livro que realmente me prende. Esse foi mais um desses casos.

Imagine se Sherlock Holmes, pudesse utilizar sua grande capacidade de observação para resolver crimes e, em paralelo, também elucidaria os conceitos científicos da mecânica quântica, relatividade, física de partículas, teoria de ondas, etc..

O interessante é que o autor, Colin Bruce, deve ter estudado muito o estilo de escrever do Conan Doyle, porque o texto está muito parecido com as aventuras clássicas do detetive. No final você lê sobre Sherlock Holmes estudando crimes que precisam de uma boa dose de ciência para serem solucionados. Dessa forma o autor consegue entrar em assuntos de física avançada no meio da história, e no final a maior descoberta acaba sempre sendo a científica.

Foi e primeira vez que li sobre um experimento da teoria de Muitos Mundos que foi fácil de entender. Essa teoria explicaria alguns efeitos quânticos das partículas atômicas que foram descobertas no início do século XX e estão assombrando os físicos até os dias de hoje.

Altamente recomendado! Duplamente recomendado se você já gosta do personagem principal....

Para quem interessar segue o link da Saraiva

domingo, 6 de julho de 2014

Livro: O Livro da Economia

Acabei de ler o Livro da Economia da Editora Globo. No final achei um livro muito bem feito e serve perfeitamente para se ter uma ideia geral do que é a Economia. Eu falo em se ter uma  ideia porque o livro é composto por temas, em geral resumidos a 2 ou 3 páginas, não sendo possível portanto aprofundar em nenhum desses assuntos.

O livro passa pelos temas em ordem cronológica e o período pós guerra eu achei mais interessante. Provavelmente porque vivenciamos mais esse período e muitas das teorias criadas ainda estão em prática até hoje. 

Eu sempre tinha uma dúvida se Economia deveria ser considerada uma ciência exata ou ciência humana. Depois de ler o livro todo acho que deve ser considerada uma ciência humana que precisa de ferramentas das ciências exatas.

O material também chama atenção, com folhas grossas e capa dura vai ser um livro que vai durar muitos anos. 

Se interessar segue o link da Saraiva e do Submarino.

sábado, 10 de agosto de 2013

Livro: 17 Equações que Mudaram o Mundo

Sempre é muito bom ter livros de divulgação científica disponíves no mercado brasileiro. Esse é mais um exemplar desse grupo. Neste livro Ian Stewart compila uma lista de 17 equações que foram moldando a nossa sociedade moderna. O autor aborda o contexto histórico da época, incluindo as colaborações e intrigas entre os cientistas. 

No final você percebe que estas equações, na prática, representam todas as áreas científicas que conhecemos hoje. E com isso o livro acaba sendo também uma outra abordagem para contar a história da ciência como um todo. 

Agora não sei porque o autor escolhe 17 esquações, e não 10 ou 20....De qualquer maneira, a lista parece bem completa. Estão inclusas até as equações da relatividade, física quântica e teoria do caos!!! Além de outras que eu nem conhecia, como a Equação de Black-Scholes, que é sobre o mercado financeiro.

Nota: 4,5/5,0

Segue link da Saraiva do livro na versão física e na versão eletrônica
Tem também o link do Submarino na versão física.
E dá pra comparar pelo Buscapé também.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Livro: Subliminar - Como o Inconsciente Influencia Nossas Vidas

Estava bem animado para ler esse livro e tive minhas espectativas atendidas. Mesmo considerando que somos seres racionais, muitas das nossas ações e decisões são tomadas puramente pelo instinto, não possuindo nenhuma explicação lógica perceptível. Todos vão se encontrar em algumas das situações relatadas.

Nota-se que o livro teve uma pesquisa realmente intensa. Não é comum para um físico escrever sobre o inconsciente, e todo o conteúdo está devidamente embasado em pesquisas científicas, com todas as referências devidamente registradas. Assim a frase "comprovado científicamente", que é utilizada algumas vezes no livro, não fica vazia só pra ganhar credibilidade de graça.

Um dos assuntos que me chamou atenção é sobre como é fácil ao ser humano se identificar com um grupo, mesmo sem nenhum relação lógica com os outros integrantes desse grupo, e a partir daí já identificar um grupo rival e agir de forma a "exterminar" este outro grupo. Lembrei das torcidas de futebol......

Outro ponto interessante é sobre como é fácil conseguirem coisas com a gente se quem pede nos fala o motivo porque está pedindo. Só que este motivo não precisa ter sequer lógica. O exemplo dado no livro é que somos muito mais pacientes com pessoas que pedem: "Posso passar na frente porque estou com pressa?", do que se simplesmente pedissem: "Posso passar na frente?"

Ridículo, não é? A partir de agora vou prestar bem mais atenção para este tipo de abordagem....

Já tinha lido um outro livro desse autor, Leonard Mlodinow, que se chama "O Andar do Bêbado", e na minha opinião esses dois livros vão pela mesma linha. Ambos descrevem o quanto não conseguimos determinar 100% os resultados da nossa vida. Este é pelo inconsciente, que toma decisões que você nem toma conhecimento racional. O outro livro aborda o acaso, que mostra o quanto pode mudar toda a sua história devido a um simples golpe de sorte, ou azar....

Nota: 3,7 / 5,0

Se interessar, segue o link da Saraiva em versão física, ou em versão digital (e-book).
E também do Submarino em versão física.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim do Mundo em 2012: De que vale tanta informação criada?

Quanto será que estes livros vão valer no dia 22/12/12?


Essa é uma pequena amostra, mas digite "2012" na Amazon ou na Saraiva e você vai ver quantos livros existem sobre o tema. Em tese eles deveriam ser vendidos até o dia 21/12/12, certo?

Essa é mais uma prova atual de que a quantidade de informação não é sinônimo de veracidade. No entanto várias pessoas utilizam desse argumento para tentar convencer outros e até a si mesmos de certas idéias. Afinal se tanta gente também concorda, se existem tantos livros, se foram feitos tantos documentários, a ideia só pode estar  correta.

A própria história já mostra que populações inteiras já defenderam ideias e teorias erradas. Para se ter ideia do quão fácil isso pode acontecer, Hitler já chegou a ter 92% de aprovação pelos alemães na época do nazismo. E a ciência já defendeu a teoria geocentrismo por muitos anos no passado.

Mas ao contrário da lógica comentada inicialmente, a quantidade de publicações e defensores de teorias erradas não impediram o desenvolvimento de novas, e corretas, teorias científicas. Em ciência nada resiste aos fatos, não importa se o mundo inteiro acredita que o Sol é que gira ao redor da Terra, isso não vai mudar a realidade dos fatos.

Mas em áreas distantes do método científico, essa lógica realmente é comum. Ainda hoje existe muita gente acreditando em ideias e teorias sem base em fatos, como o Fim do Mundo, o Apocalipse, magia, cartas, etc... 

E já viram qual a área destinada para estes livros nas livrarias? Compare com a área destinada a assuntos científicos....

Novamente pra fechar: Quantidade não é sinônimo de veracidade!!!

domingo, 23 de setembro de 2012

Livro: Os Números (não) Mentem

Terminei de ler um livro bem interessante sobre como os números podem ser usados de forma a enganar o cidadão em geral. Um dos casos que ele comenta é quando as pessoas  utilizam um número qualquer em uma frase para dar um peso de veracidade. Como no caso onde o governo americano dizia ter conhecimento  de 252 funcionários do governo ligados ao comunismo. Esse número é tão exato que parece que alguém relamente contou. Depois ao longo da história esse número mudou várias vezes, mostrando que ninguem sabia ao certo quantos comunistas eram, e na verdade  se questiona hoje se realmente  existia algum.
 
Como o autor é jornalista, ele passa uma boa parte  do livro comentando sobre as estatíticas das eleições americanas, principalmente a eleição que o Bush tinha ganho contra o Al Gore. Essa parte eu até acho que demorou demais considerando o título do livro e a proposta que ele vende.
 
Mas é um livro que vale o investimento porque ele traz uma série de casos onde se pode alterar o agrupamento dos dados para se ter o resultado desejado. Isto é, com um conjunto de dados verdadeiros, dependendo do agrupamento deles a conclusão pode ser diferente. É sempre bom saber que isso pode acontecer, para quando nos vierem vendendo estatíticas de um produto,ou de qualquer outra coisa, termos a consciência de fazer as perguntas necessárias para se chegar a verdade.
 
Dados do livro:
Autor: Charles Seife
Editora: Zahar

terça-feira, 5 de junho de 2012

Livro: Uma História da Ciência

Estou terminando de ler o livro: Uma História da Ciência, dos autores Michael Mosley e John Lynch, da Editora Zahar. E posso dizer que fazia tempo que não lia algo tão leve e bem escrito. Leve porque apesar de se tratar de ciência, não se aprofunda muito em nenhum assunto, o que exigiria muito mais atenção na leitura. Na prática, apesar de estar na prateleira de ciência, é mais um livro de história.

A história é contada em ordem cronológica dividido por assunto: Cosmo, Matéria, Vida, Energia, Corpo e Mente. E sempre situa o leitor de como era a sociedade na época, como eram os cientistas e quais seriam os interesses que motivaram os passos que a ciência foi dando.

Reproduzo abaixo dois parágrafos do Capítulo Senso Incomum (pág. 15), onde os autores comentam sobre o senso comum e o metodo científico. Dá pra lembrar dos textos do Carl Sagan..... 


Senso Incomum

"Em seu avanço, porém, a ciência muitas vezes teve de lutar para ser aceita pelas pessoas comuns. Parte do problema acontece porque costumamos ter opiniões sobre o mundo, e em geral gostamos que elas sejam respeitadas. contudo, em assuntos científicos, a opinião da maioria não importa. Nesse aspecto a ciência não é democrática. Muitas de suas verdades são contraintuitivas, e seu progresso, em grande medida, é indiferente à nossa experiência cotidiana do mundo. Para os cientistas,m o senso comum tem utilidade muito limitada. Seria possível haver uma atração entre a Terra e o Sol que atuasse instantaneamente e através de uma enorme distância no vácuo? É plausível afirmar que países inteiros estão assentados sobre grandes placas rochosas que flutuam sobre a superfície de um núcleo pastoso? Seríamos nós e todas as criaturas vivas descendentes de uma única célula? O mundo à nossa volta parece ser de uma solidez reconfortante. Por que, então, os cientistas afirmam que tudo é feito de átomos, e que estes, por sua vez, são constituídos quase que inteiramente de vazios?

O método científico hoje adotado nos quatro cantos do mundo elabora explicações baseadas em dados. quando surgem novos elementos que não se encaixam no modelo, é preciso mudar a explicação. É assim que a ciência avança. Por mais questionáveis que sejam as motivações, por mais influentes que se mostrem as forças econômicas, políticas e individuais atuantes sobre as pessoas que a praticam, e por mais intoleráveis que sejam suas conclusões, o desenvolvimento de ciência depende de seguir o rumo ditado pelas evidências. O caminho que percorremos em busca de respostas à nossas grandes perguntas tem dimensões épicas, é repleto de personagens complexos e ideias inspiradoras. Nosso avanço é inconstante, há becos sem saída, obstáculos a superar e mudanças de rumos inesperadas. trata-se de uma das histórias mais pitorescas e instigantes que se pode contar."


P.S.: Já que fiz a recomendação, fica o link da Saraiva pra quem tiver interessado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Livro: Não Acredite em Tudo o que Você Pensa



Acabei de ler esse livro essa semana! Na minha opinião ele é um grande resumo de como pensa um cético. Eu já tenho lido diversos autores que divulam a ciência e o pensamento crítico como Carl Sagan e Richard Dawkins. E geralmente os livros desses autores focam em um assunto e se aprofundam bastante.

No caso desse livro, foram abordados praticamente todos os assuntos que não foram comprovados científicamente mas têm um grande números de seguidores. Pseudociências, hipnose, crendices, previsões, homeopatia e etc... Não consegui lembrar de nenhum assunto que ele não tenha tratado. E tudo isso de uma forma bastante fluida e rápida.

O autor vai passando por várias areas do conhecimento pseudocientífico e desmistificando todas elas. No final a concluimos que podemos nos enganar facilmente, e isso não é errado. Faz parte da condição humana. O que podemos fazer é racionalizar esse processo e tentar nos enganarmos o menos possível.

Em se tratando de pensamento crítico, esse livro poderia ser o primeiro a ser lido, pra dar a base para o tema. Depois se o leitor gostasse poderia procurar livros específicos mais detalhados.

Enquanto lia eu fui me lembrando de várias conversas que tive com meus amigos a respeitos desses assuntos. Parecia que o autor estava na mesa do lado anotando tudo.

P.S.:
Só achei mancada estar na categoria "Auto Ajuda" na Saraiva! O livro não tem nada disso! Está mais para divulgação científica!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Livro: A Batalha do Apocalipse

Não, não estou promovendo livro religioso!

O nome do livro induz a isso, e todos os meus amigos que vinham me visitar me perguntavam se eu comecei a me interessar por religião. E na verdade já tinha visto esse livro outras vezes na livraria e realmente não tinha nem folheado porque achava que era religioso. Quando fiquei sabendo que o livro era sobre ficção que eu fui me interessar. E tive uma ótima surpresa!

Primeiro porque o autor, Eduardo Spohr, consegue utilizar um assunto que todo mundo acha que conhece, utiliza personagens que todo mundo já ouviu falar, muitos deles são da própria Bíblia, e ainda consegue fazer uma história original. Até para quebrar alguns paradigmas serve. Desde que era pequeno me ensinavam que o único anjo mal é o Lúcifer. Ele quebra essa regra muito bem.

Tem muito de base teológica no livro. Mas eu achei interessante é que o autor, se quisesse, poderia partir para um livro do tipo religioso, cheio de profecias e visões, e ele não fez isso. Ele criou uma aventura muito bem amarrada, dentro das regras estabelecidas no universo dele. Com várias "cenas" de ação descritas de uma forma que parecia que eu estava vendo um filme de produção norte americana!

Quando acabei de ler me toquei que eu não lia um livro de ficção de autor brasileiro desde a época do ginásio, quando lia a Coleção Vaga Lume. E foi muito legal ver a Batalha do Apocalipse acontecendo com os personagens principais atuando no Rio de Janeiro! A versão do Apocalipse dele é a melhor que li até hoje.

Não sei o quanto mais posso dizer sem estragar a surpresa! E já que fiz a propaganda, segue um link da Saraiva para quem tiver afim.